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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

CONFIRAM "STF sofreu 'desgaste extraordinário' ao limitar ação do CNJ, diz especialista"



STF sofreu 'desgaste extraordinário' ao limitar ação do CNJ, diz especialista
Para a professora Maria Tereza Sadek, 'o CNJ só incomoda porque está trabalhando'
22 de dezembro de 2011 | 23h 00
Jair Stangler, do estadão.com.br
Para a professora Maria Tereza Sadek, o Supremo Tribunal Federal sofreu um "desgaste extraordinário" com as duas liminares que limitam poderes do Conselho Nacional de Justiça concedidas na última segunda-feira, 19. Em uma dessas liminares, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu que o CNJ só pode atuar em casos já julgados pelas corregedorias dos tribunais regionais. Na segunda liminar, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu a inspeção do CNJ nas folhas salariais dos tribunais - ação da qual ele próprio é alvo.
Segundo a diretora do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais e professora do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, pouco importa que essas liminares tenham amparo legal. "O que seria de se estranhar é por que uma questão que começou a ser discutida, que estava na pauta para ser votada em setembro, recebe essas duas liminares no último dia de reunião do STF", questiona. Para Maria Tereza, a disputa entre CNJ e STF dá a ideia de que os juízes resistem a qualquer tipo de investigação. "O CNJ só incomoda porque está trabalhando", afirma.
Ela comentou ainda a informação divulgada na quarta-feira, 21, de que tanto o presidente do STF e também do CNJ, Cézar Peluso, como o ministro Ricardo Lewandowski, receberam verbas extras de até R$ 700 mil da Justiça paulista relativa a auxílio moradia. "Por que entre quase 400 desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo apenas 17 receberam o que lhes era devido? Essa é a pergunta. Se era legal o que tinham a receber, por que alguns e não outros?", questionou, referindo-se à notícia divulada no jornal Folha de S.Paulo de que houve revolta no próprio Tribunal contra esse fato.
Leia abaixo a íntegra da entrevista:
Como a senhora vê essa disputa que está ocorrendo entre CNJ e STF?
Nós temos pelo menos duas formas diferentes de analisar essa disputa. Uma é ficar em um debate eminentemente técnico e jurídico. A outra é tentar analisar isso do ponto de vista da imagem da Justiça e uma análise de natureza mais institucional. Eu vou optar pela segunda forma de análise. Do ponto de vista da imagem da Justiça eu acho que houve um desgaste extraordinário. Quer dizer, o Supremo saiu com a imagem muito afetada nessa disputa. Porque o CNJ, de uma forma ou de outra, conseguiu ter a simpatia, não apenas dos meios de comunicação, mas da opinião pública em geral. Isso porque o CNJ trouxe para si a tarefa de dar mais transparência a um poder sempre visto como muito fechado e muito refratário. Essa disputa acaba trazendo muita água para a ideia de que os juízes resistem a qualquer tipo de investigação. Para essa questão pouco importa se do ponto de vista da legalidade tanto a liminar concedida como a atuação do Supremo tem ou não amparo legal. Certamente tem. Mas acontece que a imagem ficou muito desgastada. Você olha as cartas de leitores nos jornais, você ouve as observações de âncoras na televisão ou nos programas de rádio, são todos nesta direção. É isso que eu estou querendo sublinhar. Agora, trata-se claramente de uma disputa de espaço institucional.
A senhora acredita que o Judiciário precisa de mais controle? Isso também está em jogo?


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

INTERNET UNIDA = POPULAÇÃO FORTE

Prezado Amigo ,

INTERNET UNIDA = POPULAÇÃO FORTE

Esta mensagem busca SOLICITAR SEU APOIO no que se refere à manutenção dos direitos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cujos poderes estão sendo ameaçados pelo STF como reação dos políticos corruptos frente aos avanços democráticos.

Este NOSSO PROTESTO deve ser demonstrado através da remessa de mensagens ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manutenção dos poderes e prerrogativas do CNJ.

Tal apoio será fundamental para que nós brasileiros possamos nos livrar da corrupção dominante e para que possamos exercer nossa cidadania. As conseqüências da retirada dos poderes do CNJ implicarão na legalização da corrupção no judiciário.

O julgamento da decisão poderá ser tomado no dia 13/10/11, por isso devemos priorizar a remessa de mensagens aos ministros do STF, (enchendo a Caixa Postal e Redes Sociais deles) para que sintam e se conscientizem da força das Massas Populares através da Rede Mundial de Computadores.

Por outro lado, informo que a ‘Webmailer’ está realizando uma enquete acerca da redução dos poderes do CNJ, no endereço abaixo:   http://www.enquetes.com.br/enquete.asp?opcao=5337442&id=997657

Na viva expectativa de sua participação, antecipamos nossos agradecimentos.

Cordialmente,

BRASILEIROS PREOCUPADOS COM A
JOVEM DEMOCRACIA NESTE PAÍS



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(
Apagar toda esta observação)
Obs.: Remeta uma mensagem para cada Ministro com endereço eletrônico abaixo, mas não envie esta Observação. 

E-mails de Ministros do STF e demais autoridades ligadas ao processo:

Presidente Ministro Cezar Peluso = mluciam@stf.jus.br
Diretor Geral Alcides Diniz da Silva = secretariasdg@stf.jus.br
Ministro Ayres Britto= gabayresbritto@stf.jus.br
Ministro Celso de Mello = gabcob@stf.jus.br
Ministro Marco Aurélio = marcoaurelio@stf.jus.br
Ministro Gilmar Mendes = audienciasgilmarmendes@stf.jus.br
Ministro Joaquim Barbosa = gabminjoaquim@stf.jus.br
Ministro Ricardo Lewandowski = gabinete-lewandowski@stf.jus.br
Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha = emilias@stf.jus.br
Ministro Dias Toffoli = Email: gabmtoffoli@stf.jus.br
Ministro Luiz Fux  =  gabineteluizfux@stf.jus.br
Corregª Ministra Eliana Calmon = Gab.Eliana.Calmon@stj.jus.br

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ)  Site:  http://www.cnj.jus.br
Praça dos Três Poderes, Anexo I - Supr Trib Fed. 2º Andar, Sala B1
70.175-900 - Brasília/DF 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

CONFIRAM "STF adia mais uma vez julgamento de ações que contestam poderes de punir do CNJ "


Hoje às 16h28 - Atualizada hoje às 16h29
STF adia mais uma vez julgamento de ações que contestam poderes de punir do CNJ 
Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro, Brasília 
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Provavelmente, só na semana posterior à do feriado de 12 de outubro é que o plenário do Supremo Tribunal Federal vai julgar os dois casos “prontos” com base nos quais deve fixar os limites da competência do Conselho Nacional de Justiça. Da pauta oficial da sessão desta quarta-feira consta o julgamento da ação de inconstitucionalidade da Associação dos Magistrados Brasileiros e o do mérito do mandado de segurança ajuizado pela juíza Ana Paula de Medeiros Braga, do Amazonas, para escapar de um processo administrativo do órgão de “controle externo” do Judiciário, ao fim do qual já foram punidos com penas de aposentadoria compulsória dois juízes, todos acusados de favorecer interesses de um grupo que tinha à frente um ex-prefeito de Coari. Na época, em dezembro do ano passado, o CNJ não puniu (ou absolveu) a juíza também envolvida no processo administrativo, por que ela tinha conseguido uma liminar no STF, concedida pela ministra Ellen Gracie.
Este processo está na pauta temática da sessão do STF em terceiro lugar, à frente da ação de inconstitucionalidade proposta pela AMB que contesta diretamente o CNJ, por considerar que o órgão vem exorbitando de suas competências, e se tornando um verdadeiro “tribunal”. Na ação, a AMB pede a concessão de medida liminar para a “impugnação integral” da Resolução 135/2011 do CNJ, que tornou mais drástica sua atuação em procedimentos de investigação contra magistrados, nos casos de inação das corregedorias os tribunais.
Os dois processos só devem ser julgados depois de o ministro Gilmar Mendes retornar de um congresso na Alemanha. Como o ministro Joaquim Barbosa continua de licença médica e a presidente Dilma Rousseff ainda não indicou o sucessor (ou sucessora) de Ellen Gracie — que tem ainda de passar pelo crivo do Senado — o presidente do STF não vai “chamar” nenhum dos dois processos, pois o quorum estaria reduzido a oito ministros.  Na próxima semana, a quarta-feira é feriado.
O caso do Amazonas
Em dezembro do ano passado, por maioria absoluta, a partir do voto do conselheiro-relator, o promotor Felipe Locke, o CNJ aposentou compulsoriamente os juízes Rômulo José Fernandes da Silva e Hugo Fernandes Levy Filho, aplicou punição de “censura” ao juiz Elcy Simões de Oliveira, e absolveu os desembargadores Yedo Simões de Oliveira (irmão de Elcy) e Domingos Jorge Chalub. No processo administrativo disciplinar (PAD) eles tinham sido acusados de participação num esquema que se estendia de Coari a outros municípios do Amazonas, desarticulado pela Operação Vorax, em maio de 2008. Tal esquema teria causado prejuízos aos cofres públicos estimados em R$ 25 milhões.
O mandado de segurança da juíza Ana Paula Braga começou a ser julgado pelo plenário do STF no último dia 16 de março. A ministra-relatora Ellen Gracie (que se aposentou recentemente), apesar de ter concedido a liminar, negou a ordem, no mérito. Recém empossado e o primeiro a votar, Luiz Fux pediu vista dos autos.
No seu voto, Ellen Gracie tinha considerado legais as interceptações telefônicas constantes do PAD, e acolheu o parecer do Ministério Público Federal que incriminava a juíza, acusada de receber passagens áreas e outros obséquios do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro. Na Operação Vorax, a Polícia Federal apreendeu R$ 6,8 milhões no forro da casa de um dos integrantes do esquema
AMB x CNJ
Na ação de inconstitucionalidade da AMB, o advogado Alberto Pavie Ribeiro destaca que a Resolução 135 do CNJ, aprovada em 13 de julho último, “não se encontra dentre as competências constitucionais do conselho, sendo, em verdade, ou matéria de competência privativa dos tribunais - quanto às penas de censura e advertência - ou matéria de competência privativa do legislador complementar (Lei da Magistratura) - quanto às penas de remoção disponibilidade e aposentadoria”. Dentre os itens questionados pela AMB está o julgamento, em sessão pública, de processos disciplinares administrativos abertos contra magistrados. 
Tags: ações, Amazonas, amb, cnj, poder, STF