segunda-feira, 23 de abril de 2012




NOS TEMPOS DE HOJE
Gilberto Martins Borges Filho
Ricardo Correia Borges
Dorival José Borges
Jornalª Raquel Alvarenga dos Santos  
Revisor João Maciel da Silva
 
Ao comemorar o dia da Inconfidência Mineira aproveita-se o momento em que “Indignados” com o modelo de representação política e suas implicações com os poderes executivo, legislativo e judiciário saem às ruas para manifestar o que nada mudou.
  
Mister é aproveitar para fazer algumas reflexões do fato histórico e de interpretações atualizadas sem a intenção de nos aprofundarmos no assunto. Não obstante, um aspecto intrigante foi: Porque só Tiradentes foi enforcado? Por ter um patrimônio menor e pequeno poder aquisitivo dentre os rebeldes, questionamos: “Foi ele algum tipo de bode expiatório?” Ele foi o único que não negou sua participação no movimento conspiratório e assumiu ser um conspirador contra a Coroa Real Portuguesa.
  
André Figueiredo Rodrigues, historiador paulista, em A Fortuna dos Inconfidentes, revela alguns aspectos do movimento mineiro, desconstruindo parte de seu ideário. Tiradentes era um dos rebeldes dessa sublevação”. Segundo o autor do livro, uma infinidade de documentos e de processos judiciais da época garante que a grande novidade é a descoberta de que a corrupção “fez a festa” com o dinheiro da coroa portuguesa. Aliás, esta é uma característica dos atuais momentos republicanos. A Inconfidência foi uma reação do Brasil Colônia contra os impostos escorchantes. Conforme a íntegra dos relatórios, a obra revela  que boa parte dos bens que até hoje se atribuíam aos inconfidentes correspondiam a uma ínfima parte de seu patrimônio real: “Tudo o que era possível esconder, eles escondiam”.

Ademais, é equivocada a versão que os 24 inconfidentes condenados por crime de lesa-majestade eram pessoas de posses muito modestas.
Hoje, afirma Arruda Junior “As quadrilhas que ora atuam sob a égide (chancela) da toga, aliado ao tráfico de influência que contamina os poderes, o glamour da impunidade, a venalidade do juízo jurídico, o jogo de chantagens e o enriquecimento ilícito do crime organizado e do colarinho branco fazem desabar a justiça, minando as bases institucionais da sociedade democrática que se quer implantar e consolidar.
Essa realidade tem adubado o debate da Reforma Política, os infortúnios e as mazelas produzidas pela deturpação do nosso sistema político. Isto não acontece com o Poder Judiciário. Dentre os poderes da república, a justiça é a mais fechada e oculta. Os labirintos dos tribunais são inacessíveis ao povo brasileiro e o que acontece em seus umbrais são coisas nebulosas, cheirando a negociações espúrias e prejudiciais ao Estado.
A ministra Eliane Calmon, Corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem enfatizado a existência de esquemas de corrupção envolvendo membros do judiciário, chegando a cunhar um conceito peculiar para designar o fenômeno: “bandido de toga”.

A resistência do corporativismo tenta encobrir os pecados que dilaceram a confiança do povo na justiça brasileira. O CNJ é a única instância de controle para averiguar o comportamento criminoso de juízes com pouca ou nenhuma possibilidade de punição. Quando o CNJ teve a “ousadia” de tentar fazer cumprir o seu papel, identificando juízes e esquemas de manipulação criminosa, a revolta daqueles que compõem o judiciário, no corporativismo foi gritante.
A exemplo, o ‘Caso SIMCOL’, dentro das devidas proporções, é bastante significativo como foram as operações: Castelo de Areia, Satiagraha, Boi Barrica e tantas outras. ‘SIMCOL’ é um caso menor, pontual, e por isso mesmo merece uma atenção especial que, aconteceu com o nordestino Gilberto Borges Martins,  que da caatinga do sertão do Oiti de Cima, no alto da Serra das Matas de Tamboril transformou-se em sargento do Exército,  formou-se em Economia na Universidade Federal do Ceará (UFC) e fundou a construtora ‘SIMCOL’ que edificou cerca de três mil residências em 40 anos de labuta, dentre outros projetos. E, há 20 anos vem lutando para manter íntegro seu patrimônio que esta sub judice, sendo dilapidado por forças ocultas.
De economista virou lutador, para resgatar seu patrimônio e honrar as dívidas acumuladas, o qual está sendo depredado entre negociatas judiciais exorbitantes, e por leis ultrajantes e minimizado por meio de requerimentos e ofícios esdrúxulos, denegrindo a magnitude do direito e das leis: um caos desrespeitoso de quem quer desvalorizar o direito e a grandeza da lei.  
            A aplicação da lei que eles fazem reger é contra os princípios, a dignidade, a honra e o caráter dos cidadãos brasileiros.

O caso SIMCOL é um exemplo do tipo de (in)justiça que supostos magistrados fazem vigorar para ludibriar a população. É o direito manipulado de um dever sem cumprimento. Eles querem extorquir do devedor aquilo que ele quer pagar, aliás, fato inédito, contrário até à pesquisa sobre a Inconfidência Mineira, quando se verificou o Crime de Lesa-Majestade que, nos dias atuais, considerando a  existência de um Estado de Direito se configura inaceitável nos tempos atuais, portanto, ao contrário do que reza a história.

A deturpação da lei, as fraudes grotescas, são um verdadeiro acinte às mais elementares normas processuais, feito de maneira reles e vulgar, que maculam a essência do direito, dos fatos e da própria razão.
Uma manipulação que perdura por mais de vinte anos, contra a qual Gilberto Martins Borges vem lutando com bravura.
Com base no que foi exposto acima, Gilberto Martins Borges compilou extenso material que ora vem tornar público e disponibiliza a todos os meios de comunicação, apresentando suas causas e consequências neste Dia da Inconfidência Mineira.  


FONTE/CONEXÃO:http://www.youtube.com/watch?v=8sofvcvDAtI&list=UUVo8EvHIDfSaBQT3gSFUyxQ&index=1&feature=plcp


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